DOENÇAS REUMATOLÓGICAS

DOR NAS COSTAS

A maioria das dores nas costas ou de "problemas de coluna" é causada por tensão muscular, trauma ou deformidade e somente cerca de 10% serão causados por uma enfermidade sistêmica. As dores na coluna vertebral pode ocorrer em qualquer lugar , desde o pescoço até o final das costas. Pode ser bem localizada, em uma área pequena, ou se irradiar por uma grande área. Geralmente chamada de LOMBALGIA ou LOMBOCIATALGIA.
 
Causas
Doenças degenerativas (Osteoartrose), inflamatórias (Espondilite Anquilosante), infecções (ósseas, musculares, etc.), tumores (benignos ou malignos), traumas (hérnias de disco, músculo-tendíneo, etc.), postura inadequada, e muitas outras. A causa exata de dor pode ser difícil de se identificar, pois pode se originar dos tecidos moles (músculos, tendões, ligamentos, etc.), dos ossos, do disco intervertebral ou de nervos. Fatores de risco para dor lombar incluem: trabalhos de posturas estática e forçada, movimentos repetitivos de elevação e sustentação de pesos, que devem ser de todo modo avaliados e evitados, obesidade entre outros. Como algumas destas doenças são mais prevalentes no idoso, eles tem um risco maior para apresentar dores nas costas, mas deve ser observado que ela é a principal causa de afastamento do trabalho, mostrando que o acometimento em pessoas jovens, e em idade produtiva quanto ao trabalho, é freqüente e de grande importância social. Depressão e ansiedade foram associadas com este tipo de sintomas, no entanto, não se conseguiu provar se realmente são causa ou conseqüências, ou mesmo causa e conseqüência.
 
Custo Social
É o sintoma mais prevalente das sociedades industrializadas.
É a maior causa de afastamento do trabalho em indivíduos abaixo de 45 anos.
Cerca de 80% por cento de todas as pessoas experimentarão pelo menos um episódio de dor nas costas em suas vidas. E destas, 70% se recuperam dentro de um mês.
Somente 4% dos pacientes têm dores que duram mais de 06 meses, no entanto, este grupo é responsável pelo gasto de 85% de todo o custo das lombalgias.
Aproximadamente 50% das pessoas com dores crônicas retornam ao trabalho.
 
Diagnóstico
Primeiramente deve ser avaliado se a causa é músculo-esquelética, neurológica, ou sistêmica, através de uma história cuidadosa e exame físico específico. Procedimentos de imagem incluem: RX simples, Tomografia Computadorizada, Mielografia (injeção de contraste para evidenciar hérnia de disco) e Ressonância Nuclear Magnética, tendo cada um sua indicação formal. Eletroneuromiografia e infiltrações locais podem ajudar no diagnóstico de algumas patologias. Exames laboratoriais serão necessárias nas doenças sistêmicas.
 
Tratamento
O objetivo inicial é diminuir a dor, e para tanto, o repouso é fundamental. O uso de analgésicos, antiinflamatórios não hormonais e mio-relaxantes contribuem bastante nesta fase. Para dor persistente, o reumatologista é o indicado, pela sua visão geral do paciente, na busca do diagnóstico definitivo, no importante diagnóstico diferencial, visto que várias doernas podem levar à dor lombar, proporcionando um tratamento dirigido à causa específica da dor. O uso de medicamentos é primordial, muitas vezes sendo necessário o recurso de antidepressivos para controle do quadro. A reabilitação está indicada após a melhora da fase inicial da dor, podendo ser utilizados procedimentos fisioterápicos, mas principalmente exercícios de correção postural, alongamentos e de reforço de musculatura abdominal. Em certas situações, procedimentos cirúrgicos são necessários para a resolução de um problema mecânico, como grandes desvios, hérnias de disco com comprometimento neurológico, etc. Algumas vezes, as dores são de tal modo importantes, como por exemplo em metástases ósseas, que o uso de infiltrações de substâncias anestésicas e/ou corticosteróides ou medicações mais potentes são necessárias para o controle da sintomatologia.
 
Informações reproduzidas com permissão do site da Sociedade Brasileira de Reumatologia
 
www.reumatologia.com.br
 
Atenção: as informações contidas neste site têm caráter informativo e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. Em caso de dúvidas, o médico deverá ser consultado. 
 
 
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