SAÚDE MENTAL

ENXAQUECA


A enxaqueca trata-se de um dos tipos de cefaléias existentes, sendo comum sua queixa em consultório neurológico e psiquiátrico. É relatada desde o tempo dos antigos egípcios que erroneamente a correlacionavam com “problemas de fígado”. Ainda hoje, podemos escutar tal comentário tendo em vista que alguns alimentos podem ser desencadeadores da crise em determinadas pessoas. Mas tal patologia não tem nada haver com fígado e sim com alterações vasculares cerebrais,que alteram o fluxo sanguíneo cerebral, além de alterações na química do cérebro. A causa exata da enxaqueca ainda permanece obscura, mas sabe-se que as alterações que ocorrem a nível cerebral estão facilitadas devido à predisposição genética.

A dor da enxaqueca é caracterizada pelo aparecimento de dores de cabeça recorrentes, tipo pulsátil, precedidas ou não por sintomas neurológicos premonitórios como: “estrelinhas nas vistas”, que “avisam “ a chegada de uma nova crise. Outras alterações podem ocorrer horas ou dias antes da crise como: depressão ou hiperatividade, irritabilidade, bocejos repetidos, prejuízo na memória, sonolência e até desejos por determinados alimentos. Podem ser acompanhadas por náuseas, vômitos, e o paciente fica mais sensível a barulhos e à luz. A crise pode durar de 4 a 72 horas, e começa com uma dor moderada que aumenta de intensidade gradativamente.

Quando as crises de enxaqueca são bem definidas pela sintomatologia, os exames complementares podem ser dispensados. Mas, caso um paciente apresente história de crises de dor com freqüência cada vez maior, dor unilateral fixa e sinais neurológicos focais duradouros, podem ser necessário exames complementares como Tomografia Computadorizada para descartar lesão cerebral que possa levar à um quadro semelhante ao da enxaqueca.

O médico sempre deve ser consultado, pois o uso indiscriminado de medicação analgésica pode levar a um quadro de dor crônica. A associação de manifestações psíquicas como ansiedade e depressão pode ser a causa desencadeadora, e por isso o tratamento de tais patologias bem como técnicas de relaxamento podem ser úteis.

Autora: Dra Márcia Alexandra Martins

Nutróloga e Psiquiatra / MS

Atenção: as informações contidas neste site têm caráter informativo e não devem ser utilizadas para realizar auto-diagnóstico, auto-tratamento ou auto-medicação. Em caso de dúvidas, o médico deverá ser consultado.

 
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